Habilidades Sociais: falando um pouco sobre assertividade
25 de Setembro de 2018
Habilidades Sociais: falando um pouco sobre assertividade

É impossível pensar em nossas relações sociais sem levar em conta a forma como nos comunicamos e, para que tenhamos sucesso nisso, diversas habilidades são importantes. As capacidades comportamentais aprendidas e que fundamentam as interações sociais são chamadas de Habilidades Sociais. Quem domina tais capacidades tem um comportamento adequado e respeitoso em relação às atitudes, desejos, sentimentos, opiniões e crenças próprias e de terceiros. A assertividade, por sua vez, é compreendida como uma subárea das habilidades sociais e envolve a afirmação dos próprios direitos e a expressão de pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, honesta e apropriada, de modo a não violar o direito das outras pessoas.

Quando pensamos em assertividade, também levamos em conta a forma como a pessoa expressa seus sentimentos e pensamentos. Assim, entonação, latência e fluência da fala são fundamentais. Ou seja, é preciso que o falante ouça o interlocutor para então responder, de forma a atingir seus objetivos sem prejudicar as relações futuras com o mesmo.

Falar em assertividade é falar em um ideal de comunicação. Contudo, sabemos que em nossas relações nem sempre é assim. Há pessoas não-assertivas e há pessoas agressivas. A não-assertividade ocorre quando a pessoa não expressa seus sentimentos ou seus pensamentos ao interlocutor, emitindo, muitas vezes, comportamentos contra a própria vontade, ou deixando de defender-se por medo de prejudicar sua relação futura com o interlocutor. Por isso, muitas vezes, o indivíduo é explorado e prejudicado sem, contudo, atingir seus objetivos. Já a agressividade, às vezes, permite atingir os objetivos desejados, mas no processo o emissor magoa os demais, fazendo escolhas por eles, além de os desvalorizar como pessoas, possibilitando represálias futuras. Por outro lado, o comportamento assertivo permite a auto-apreciação do emissor e uma expressão honesta de seus sentimentos, geralmente atingindo os objetivos desejados, não prejudicando a si mesmo, nem o receptor.

É importante considerar que comportamentos assertivos, não-assertivos e agressivos podem ser gerais ou situacionais. Isto é, há pessoas que possuem sempre ou a maior parte do tempo o mesmo padrão de comportamento, enquanto que outras, dependendo da situação e/ou do interlocutor, emitem comportamentos de natureza distinta. Assim, um adulto pode se comportar de forma não-assertiva em situação de trabalho – por não saber enfrentar assertivamente o chefe e temer o desemprego, e agressiva ao chegar em casa – porque, por exemplo, a esposa e filhos não vão reagir como o chefe poderia fazer e, também, como esta pessoa não expressou, durante todo dia, vários sentimentos e opiniões, chega um momento em que acaba sendo agressiva, por vezes, com o interlocutor errado.

A assertividade por ser desenvolvida e aprimorada através da Psicoterapia Comportamental. Nesse contexto são trabalhadas a observação, descrição, interpretação e modificação dos comportamentos em situações sociais, considerando os objetivos pretendidos. Dessa forma, alguns indivíduos podem desenvolver a capacidade para discriminar sinais sutis emitidos pelo interlocutor e comportar-se de acordo com essa discriminação.



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