Nova definição do Autismo – TEA Transtorno do Espectro Autista
21 de Setembro de 2018
Nova definição do Autismo – TEA Transtorno do Espectro Autista

O TEA foi definido pela última edição do DSM-V como uma série de quadros que podem variar quanto à intensidade dos sintomas e prejuízo gerado na rotina do indivíduo.

Transtornos que fazem parte do espectro – e que anteriormente eram considerados diagnósticos distintos – são: a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento.

É importante ressaltar que se trata de transtornos do neurodesenvolvimento, caracterizados por alterações em dois domínios principais:

1. Comunicação; interação social;

2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento.

O tempo e a intensidade dos primeiros sintomas do Transtorno do Espectro Autista podem variar amplamente. Algumas crianças com TEA sinalizam problemas futuros dentro dos primeiros meses de vida. Em outros, os sintomas não ocorrem até 24 meses ou mais. Algumas crianças com autismo parecem desenvolver - se normalmente até esta idade e posteriormente deixam de desenvolver novas habilidades e/ou começam a perdê-las.

Possíveis sinais do TEA:

• Evita contato visual e prefere ficar sozinho

• Dificuldade de com a compreensão dos sentimentos de outras pessoas

• Atraso no desenvolvimento da linguagem verbal ou repertorio rebuscado

• Fica perturbado por pequenas alterações na rotina

• Tem interesses muito restritos

• Realiza comportamentos repetitivos como bater, balançar ou girar

• Tem reações incomuns e muitas vezes intensas a sons, odores, sabores, texturas, luzes e/ou cores hiper-reativas.

A família precisa de muito apoio e orientação em todo o processo, para a busca e compreensão do diagnóstico e inicio dos tratamentos. Há uma série de mudanças na dinâmica familiar, a fim de se reorganizar para comparecer às terapias propostas, além do cuidado da criança em casa, que pode ser bem desgastante.

Com base nas afirmações, conclui-se que o atendimento multidisciplinar é de extrema importância para o desenvolvimento e aprimoramento do paciente, o qual contará com uma equipe especializada com profissionais como: psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.

É importante frisar que ainda temos muito a avançar na prática da inclusão e no acesso a tratamentos especializados.

Adriana Mello Costa
Psicopedagoga Especialista em Atendimento Educacional Especializado.


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