Punição e recompensa funcionam?
13 de Outubro de 2018
Punição e recompensa funcionam?

Quando falamos em educação pensamos em punir e recompensar, mas será que isso funciona mesmo?

Sim, funciona na maior parte dos casos porém, por vezes, temos que usar muita punição ou muita recompensa e nem sempre vamos conseguir equilibrar essa balança suficientemente ao ponto de alcançarmos o comportamento desejado nas crianças.

Imagine que você é uma mãe/pai que trabalha em uma empresa onde recebe um determinado salário, porém, no momento não está muito satisfeito. Acredita que deveria ganhar mais, pois, sua atividade é muito complexa e pouco motivadora. Diariamente você chega em cima da hora por vezes se atrasa e acaba demorando mais tempo nas pausas, como resultado de sua insatisfação. Não lhe parece tão errado já que não está satisfeito com seu salário atual e acredita que merece ganhar mais.

Seu comportamento não lhe causa um prejuízo efetivo, mas com o tempo você começa a chegar mais atrasado, até o ponto de ser chamado à atenção com risco de ser demitido (PUNIÇÂO) diante do risco e com medo de ser punido você deixa de ter o comportamento que vinha apresentando.

Da mesma forma, seu chefe percebe seu desânimo e lhe oferece um aumento salarial (RECOMPENSA) o que lhe parece bom à princípio. Então, após o aumento você está motivado!

Mas, com o passar dos meses, aquele aumento que parecia interessante, acaba parecendo não tão significativo e pouco motivador. O mesmo ocorre com aquela punição em que você temia pelo risco, ela já não parece mais tão efetiva e você volta ao mesmo comportamento, atrasos, desanimo, enfim.

Você pode estar se perguntando, o que isso tem a ver com a educação dos filhos? Tudo!!!

Existem atividades que você acredita ser importante para que seu filho/a faça. Mas, mesmo dando muito reforço ou punição ele acaba por não realiza-las.

Você já parou para pensar que seu filho/a não está engajado e não compreende a importância e o que realmente significa realizar tais atividades?

Assim, seu filho/a apenas sabe que se não, será punido e se realizar será recompensado mas, depois de algum tempo a criança deixa de realizar as atividades e você precisa aumentar a intensidade de punição ou de recompensa.

Então a pergunta que você pode se fazer é “como posso então, ensinar meu filho/a a engajar-se nas atividades?

Esta é a proposta da disciplina positiva, educar através do engajamento das crianças nas atividades.

Claro que essa tarefa não é das mais fáceis, pois estamos acostumados a punir e recompensar de forma que nossos comportamentos já estão cristalizados. A cada dia cresce o número de pais que após tentarem várias punições e recompensas percebem que as mesmas não são efetivas, pensando não haver mais soluções, a busca por profissionais para aconselhamento ocorre.

Na disciplina positiva não se tem os efeitos da esquiva, onde a criança aprende apenas, fugir da punição e não a realizar o comportamento desejado Para isso, existem formas específicas onde o profissional que utiliza a disciplina positiva, irá trabalhar na criança, o desenvolvimento do senso próprio de motivação e responsabilidade com suas atividades, melhorando auto avaliação de suas capacidades para não criar uma dependência de reforço social o que trabalhará indiretamente o desenvolvimento da autoestima.

Desta forma, a disciplina positiva tem revolucionado a educação infantil abrangendo inclusive, o comportamento dos adultos.


Artigos Relacionados

Método Self Healing e o cuidado com as articulações
Método Self Healing e o cuidado com as articulações
30 de Outubro de 2018
leia mais...
Reabilitação pós Acidente Vascular Encefálico
Reabilitação pós Acidente Vascular Encefálico
17 de Outubro de 2018
leia mais...
Vivendo o adoecer
Vivendo o adoecer
17 de Outubro de 2018
leia mais...