Suicídio Parte II
26 de Julho de 2018
Suicídio Parte II

Psicoterapia

A vida é importante e perceba que você não está sozinho, você pode ser ajudado. Não falar dos problemas permite que eles cresçam em nosso interior. Conversar faz com que facilite encontrar soluções e estes diminuam proporcionalmente.

O atendimento individual é excelente, pois terá um espaço em que se sentirá seguro para falar das situações e suas vivências: Poderá compreender os motivos que o levaram a pensar sobre o suicídio; Os problemas serão olhados sem julgamento; Serão analisadas as crenças, se existem outras alternativas (serão minuciosamente exploradas) que podem ajudar; Estratégias de relaxamento e atenção plena; Formas adaptativas e assertivas de comunicar os problemas aos outros; Desenvolver o sentimento de controle de suas ações e eficácia pessoal; Desenvolver estratégias de pensar em cenário de futuro mais adequado. Dentre outros, dependendo da particularidade de cada paciente.

Se identificou sinais de risco

Se a pessoa não tomar a iniciativa de falar procure-a e fale que percebeu mudanças e que gostaria de ouvir para tentar ajudar, pois está preocupado com ela. (Você vai passar a mensagem de que existe alguém que entende a sua dor e de que a pessoa não está só).

Ouça, sem julgamento, seja empático. Reconheça o sofrimento e demonstre disponibilidade em ajudar. É fundamental que a pessoa sinta que sua vida tem valor. Procure compreender sobre o ponto de vista do outro, não faça comparações. Deixe a pessoa se abrir, consiga espaço para perguntar abertamente se a pessoa pensa em tirar a própria vida.

Converse sobre como a morte causaria dor as pessoas próximas, o quanto faria falta. Demonstre carinho, é importante que a pessoa compreenda que há pessoas que se importam com ela.

Se perceber risco de suicídio, evite deixar a pessoa sozinha. Se lhe parecer que há um plano do ato, incentive a pedir ajuda (psicólogo, psiquiatra, hospital), se pertinente, chame outro tipo de ajuda, como ambulância por exemplo.

Perdas

Caso tenha perdido alguém por suicídio, é natural que talvez sinta que podia ter ajudado de alguma maneira, percebido os sinais e ter agido para ajudar. Entenda que muitas vezes os sinais não fáceis de identificar, e mesmo que tivesse sido, não é garantia de que as coisas teriam tido um curso diferente. Por fim, a decisão é sempre da pessoa que decide, a culpa/responsabilidade não estava sobre você.'

Se você se identifica com os sinais, ou conhece alguém, peça ajuda.

'Antes de escolher um caminho irreversível, se dê uma chance, você pode experimentar outras possibilidades. A sua vida é muito importante.”

Claudilene Alves de Oliveira
Psicóloga Clínica
CRP: 06136619

Referências:
www.setembroamarelo.org.br/historia
www.prevencaosuicidio.blog.br/dados


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