Como os traumas da infância podem influenciar no desenvolvimento do Transtorno de Pânico.
14 de Dezembro de 2018
Como os traumas da infância podem influenciar no desenvolvimento do Transtorno de Pânico.

Cada vez mais os consultórios médicos e clínicas psicológicas estão repleto de pessoas em busca de soluções para este transtorno de pânico, há uma solidão presente na realidade deste sujeito, repleto de incertezas e riscos, levando esta pessoa ter uma necessidade da presença de alguém de sua confiança, pois à faz sentir tranquila e com menos ansiedade de ter um novo ataque.

Através de um ambiente em que a relação vincular familiar não foi facilitadora, ou seja, houve uma falta de proteção, de carinho, atenção e acolhimento, isto é uma das causas infantis que proporcionam a maioria dos traumas, contribuindo para a destruição psicossocial do indivíduo. O sujeito encontrou uma maneira defensiva de se relacionar com a vida e a morte, levando a ter um reflexo de um passado mal resolvido na infância tendo consequências refletidas na vida adulta.

O transtorno de pânico está ligado às experiencias adquiridas e absorvidas no período da infância do sujeito, compreendemos que ao nascer o bebê necessita de um ambiente seguro, é a partir daí que se não for amparado irá acarretar os transtornos de ansiedade devido à falha neste processo, uma ansiedade de separação na infância, ser criado por pais ansiosos em um ambiente não facilitador, uma mãe que de alguma forma falhou na função de mãe suficientemente boa.

O medo de ser abandonado, faz o indivíduo ter crise de medo de ficar sozinho e medo da morte, se igualando a uma criança abandonada e indefesa a procura de proteção. Quando o ambiente não for confiável, faz o desenvolvimento emocional ficar perturbado.

A modernidade resultou em um excesso de ordem e escassez de liberdade produzindo um vazio existencial dentro das condições atuais na civilização. O sujeito contemporâneo está à mercê da solidão, levando a se deparar com o abismo da experiencia do vazio.

Diante de um desamparo radical, este sujeito abre mão de seu bem maior “a liberdade”, pois em troca de uma segurança “ilusória” se oferece como escravo de seus pensamentos, podendo ser caracterizada como uma “Miséria psíquica”, pois diante das angústias que surgem no decorrer dos desejos, fica submisso ao conforto da posição masoquista.

No transtorno de pânico, há um pedido de amor desesperado, dirigido ao “pai protetor onipotente” o único que pode libertá-lo da vivência de estar morrendo! Há um apelo para não ser abandonado diante de seu próprio desamparo, busca restaurar no plano imaginário a figura de um ideal onipotente que o proteja.

A pessoa acometida por este transtorno busca afastar a angústia que a experiência do desamparo lhe impõe, imaginações falsas que causam o impacto real, há uma ênfase no “exterior” em prejuízo do “interior”. É indispensável que a pessoa acometida seja amparada e acolhida de forma devida, procure um profissional não só para o tratamento da pessoa, mas, que possa orientar a família para proceder da melhor forma para ambos.

Rosana S. Figueiredo - CRP 06/141885
Psicóloga Clínica


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