Viver em Sociedade
04 de Julho de 2018
Viver em Sociedade

Alguém já falou a frase “é impossível ser feliz sozinho” em música. Está certo que Tom Jobim a utilizou no sentido romântico, mas será que é possível ser feliz sozinho de forma geral?

Somos seres relacionais e já nascemos rodeados de pessoas. Há aqueles que se sentem melhores sozinhos, que não gostam muito do convívio, que preferem a solitude. Nada de errado com isso visto que cada um é do seu jeito. Porém não dá pra afirmar que conseguimos sobreviver por conta própria, sem ter que nos relacionar um mínimo que seja, visto que dependemos de inter-relações, onde há um contato mútuo.

Por sermos diferentes e únicos, nem sempre é fácil a convivência. É um aprendizado contínuo. Algo importante a se considerar é o autoconhecimento. Conhecer a si mesmo implica em saber o que são suas características, como você é, qual a sua personalidade, o que é seu. O que é importante, pois na convivência com o outro a comparação não dá espaço para subestimar-se ou superestimar-se, acaba havendo um maior equilíbrio nas relações e uma noção de quem é você e quem é o outro, de forma mais adequada e até respeitosa.

Um segundo ponto pelo qual se faz importante o autoconhecimento, é a influência que os grupos tem sobre a individualidade. Tal influência é natural e até se faz necessária, por exemplo, quando serve como espelho e mostra algo que não conseguimos enxergar por conta própria (como em uma terapia). Mas deve se ter um cuidado para influências negativas, como comentários, pensamentos ruins, maus comportamentos e que, se não sabemos quem e como somos, se algo está incompleto em nós, acabamos por nos deixar levar.

Não há como separar as relações positivas e as negativas e simplesmente optar somente pelas que consideramos positivas - salvo em alguns casos, pois a convivência abrange muitos aspectos (por exemplo relacionamentos no trabalho) e às vezes nos é exigido que convivamos com quem não queremos e/ou não temos afinidade. Mas há como buscar ser melhor a cada dia, respeitar o seu limite e o do outro também, aprender mais principalmente na prática sobre as relações, ser “espelho”, entender que ser diferente não é defeito mas é a normalidade e aceitar isso, buscando evidenciar o melhor que você e que o outro tem.

Mariane Escher Furtado Dantas
Psicóloga – CRP 06/108042
Atendimento a crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Especialização em Intervenção Familiar – psicoterapia e orientação sistêmica (psicoterapia familiar e de casal).


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